Poesias

Todos os rabiscos e poesias são de minha autoria...

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A essência das coisas é amor
E amor é incondicional
Sem rédeas, nem prisão, como borboletas
Livres para voar

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As flores de meu jardim perfumam, trazem o beija-flor e as cores
E das as amizades que fiz e que faço crio os laços 
De entrega reciproca e mutua
Onde amor e caridade é a lei que marcam pra eternidade...

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O espelho do que flui esta refletido no que sou
E dos meus ancestrais, talvez no meu filho se completa
Como um embrião
Tudo que o planeta criou
E em nos se representa
O dom de semear e crescer o jardim

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sonho é uma flor desabrochando ao toque do beija-flor

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Não adianta achar que sabe tudo
se não sabe
remar
a vida
o sonho
o pesadelo
o amor
a amizade
tem que saber
nada é nosso
tudo é emprestado
não cruze os braços
batalhe
porque não adianta achar que sabe tudo
se não sabe
remar
faça parte
construa algo
você esta no presente
não no passado
o tempo está passando
e você está no meio
protagonista
você só tem uma vida
Não adianta achar que sabe tudo
Ninguém sabe
Mais quando aprender
remar
lembre de ensinar
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“É preciso olhar para nossos filhos e pensar no futuro que queremos para eles,
Porque nossas omissões hoje serão os problemas enfrentados por eles no amahã”

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vejo-o no silêncio
em um universo de fantasias
cores, seres e possibilidades
rabiscos, traços do que virá
risos, gritos
palavras que não tem nexo com a comunicação
ou apenas murmúrios
noto claramente a existência de outros mundos
o processo energético da transformação
respirando arte e transpirando cultura
para uma outra atmosfera

Maio de 2008, Valnei Souza



















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Entrei numa longa porta
O lugar não importa
As pessoas se falam
A amizade chegou
Se contaminou e nunca mais foi
O respeito logo colou
Como que sem jeito também ficou
A humildade de tão humilde ficou na porta
As pessoas falavam:
Entre por favor
Então entrou gostou e ficou
Era um lugar pacifico
Todos trocavam favores
A amizade, o respeito, a humildade
Mais um dia chegou o dinheiro
Com seu valor ficou
Porém, não estava acostumado com troca
A pobreza veio logo após
O dinheiro comprava a amizade, o respeito e a humildade
O dinheiro era ambicioso
Veio junto com ele
A tristeza que contaminou a amizade
Veio a arrogância que inibiu o respeito
A humildade não suportou e caiu doente
As pessoas do lugar não mais suportava
Reuniram-se e chegaram a conclusão
Que o dinheiro iria embora
Que ali era um lugar bastante grande
Mas, que ninguém deveria imperar sobre os outros
O dinheiro que não ver amizade, nem respeito e muito menos humildade
Disse com toda tristeza mais muita arrogância
Estou farto daqui
Tenho valor em qualquer lugar e não vou mendigar
O dinheiro com sua tristeza e arrogância saiu de lá
As portas grande do lugar precisou diminuir
Era preciso filtrar todos que entram agora no lugar
Até eu e minha tristeza
Fui, gostei, curti, mais não pude ficar
Logo pela manhã alguém veio me acordar...

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Pensa que não percebo
você despreza, desfoca, baixa meu nível
Fria, diurna e temperamental
não me equilibra
Fingi suas lagrimas em um sorriso amargo
e rotineiro
sarcasmos, sussurros, olhos conflitantes, distantes
e eu ali, firme!
Acreditando, acreditando...
mas você...
nas mesmas novelas, presa a ilusão real
de pessoas em enredos que nunca tem fim
nem a devida importância...

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Leve esta rosa
Não estou de luto
Sinta minha expressão
Não sou fútil
Me diz se tenho razão
Perdi o que preservava
A depressão passou
Por mas que sinto saudades
Me diz
É calor ou é frio
Que horas são
É dia ou noite
Preciso ir
Aqui não existo
Eu insisto
Leve esta rosa
Ainda que perdi minha prosa
Inerte
Vai ser pior sozinho
Por favor leve esta rosa
Ainda que eu sinta seu perfume
Os espinhos já não machucam
Depois nem se lembraram
Amigos, parentes, irmãos
Não foi em vão
É normal
Uns vem outros vão

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Cego, surdo, vejo e escuto imaginando
os sinais de existência
dentro de um casulo que anda pelo mundo
girando no espaço metamórfico
sou a natureza das coisas preso no ar
e vago lado a lado com a invisibilidade
emergindo da realidade que já não parece estável
acordo dormindo no transito das emanações onde tudo se cria....

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Obrigado meu pai pelo poder da escolha e o saber da escolha
Se as flores irão perfumar o meu jardim
Ou se correrei em seu campo e colherei frutas em suas matas
Nadarei ou remarei em suas águas ao luar
Ou trovejar
Lembrarei dos ensinamentos de meu avô
Ee todos os amigos a minha volta
Com sol ou não será sempre um bom dia
Existirá energia para o trabalho

Obrigado pelo cantar do galo e dos pássaros na manhã
Não importa a estação estarei pronto ao seu serviço

Obrigado meu pai
Hoje tenho meu filho, ou melhor, filhos (a)
A experiência de ser criador e cria do meu rebanho
Como as estrelas no céu
Todos nascidos comigo em época de colheita e em terra fértil

Obrigado pelo poder da escolha e o saber da escolha
Igual a um índio
Vou pra mata
Regarei, semearei e aqui serei farto
Como uma arvore que aponta suas raízes e firma um lençol freático
Sei quem sou
Obrigado meu pai
Pacha mama
Mãe terra
E todos os seres inanimados da minha mente

Obrigado(a)


_________________________________
Reunido em um lindo por do sol no fim da tarde
Todos reunidos na eterna presença do agora
Creio nisto

E educo meus filhos como leões
Leões marquês netos de Africanos
Quilombola que nasceu no Brasil
Índio que precisa ver sempre ao horizonte
É assim na dimensão da mata sombria e selvagem
Que ecoa escuridão no sol de meio dia
Mas que provem alimento
Pra mente e por corpo

Creio nisto

Reunido em um lindo por do sol no fim da tarde
Eu, meus amigos e família
Todos reunidos na eterna presença do agora


_________________________________
Ao nascer do dia um sol radiante
E o Garimpeiro ao menos por cultura
Não dorme no sereno
ginga e se esquiva como um capoeira
Aprende no jogo da vida
Um jogo de corpo na área urbana e mergulhos nas águas do rio
Lavar a alma pra mais um dia de batalha

Subir a serra à frente um mundo selvagem
Pântano
E Gerais

Sobe com o amor de diamante bruto
Lá mora sua liberdade, seu medo e sua coragem
E a amizade de cristal reluzente, sua vida

A tarde vem
E mudando o tom passa ao vermelho púrpura e azul anil
Quando a noite chega e traz seus mistérios
O garimpeiro chega a sua tribo que vibra ao som do tambor
Jarê que vai deste momento ate o raia novamente

E todos viverem o sonho de mais um quilombola

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O sistema tenta oprimir e coloca meu povo com as mãos na parede
E você irmão não vai revidar

Somos trabalhadores, pastores que toca seu rebanho
Cansei de ficar sozinho na multidão quando toca a sirene
O coronelismo, o capitalismo e a ditadura eficaz
Nos dias atuais é a choque, caatinga
Ninguém sai, alguns dormem mais cedo
E ninguém sai
Em tempos e tempo meu povo fraquejou e hoje vive a esmo
Parece se render
São os poucos que permanecem na luta
O sistema ganha força
E toda vida mente sobre quem realmente somos

Humilha a nos negros e aos pobres
Negam um futuro promissor e uma vida de paz
Criam Cota na Universidade, nos programas de TVs e nas empresas
Pra uns poucos e os outros 90%
vivem recuados as encostas e morros
castigados dentro da detenção
Atrofia toda uma juventude
Na contra regra estou
Mas quando o tempo fecha
Já sabe porrada na nuca do nego
Uns viu outros relatam, mas o sistema nega os fatos
Coloca meu povo novamente com as mãos na parede
De frente já estive muitas vezes
Agredido moralmente na frente da multidão

Mas não escondo somos anciãos, pastores que toca seu rebanho
Não me corrompi e mesmo assim não passo despercebido
Para somar nas estatísticas vou parar no fim da fila da aposentadoria, do hospital e da justiça
Não me corrompi e o sistema me oprimi

Sei o que sou capaz contra esta babilônia em chamas
Onde o velho cai na rua sem amparo e as mentes dos jovens estão
Covardemente acorrentando
E você não vai revidar irmão
Não?!

Meu verbo assina todo este relato onde os fatos não é caso, mero fato
E muito menos acaso
Os tolos ouvem e fecham a boca sem questionamento
Os entendido sentem o espírito e compartilham a energia

Os caboclos da mata vibram com o toque do tambor
E a ginga cresce ao som do berimbau
Como negar isto
É o mesmo que negar quem tu és
É o mesmo que negar o que eu sou
Não é por revolta não tenho raiva
Mas tenho minha afirmação do que sou
Sei que o sistema oprimi, que a justiça (de jah ancião de judha não) tarda
(ela atravessou o mar)
Mas sei quem é meu povo e não faço parte de encenação

Salve Dom Obá filho desta terra
O vei Manel e o veim, Dona Bita, Dona Rosa e vêa Bolim minha vô
Meus traços diz quem sou e da onde sou
Sou daqui um caboquim e meu espírito é de lá
Sou de África (Terra mãe de meu povo)





_________________________________
O sol nunca parou de nos iluminar
E porque não acordar e andar
Nossas cabeças pensam girando todo este planeta navegante
E não para, por que será que mesmo dormindo
não para

Por que será que mais alto voamos
Ainda derrubamos arvores milenares
Aniquilando informação
Um manto de proteção o pulmão da nossa essência
Ameaçamos os bichos nas poucas matas
Desrespeitando a sabedoria da existência
De uma mensagem verdadeira

E nós
Como caçadores, predador máximo
Nos aprisionamos em ameaça na praça, na escola, dentro de casa
Com medo da vida

Me lembre que um dia não foi assim...

Vejo a chuva que continua a cair os trovoes e raios
Abençoai-vos
O Arco-iris, a vida que alegra os riachos
Ribeirão e remansos

Ao lado nossas casas se entrelaçam, sobem o céu
E por mais baixo ou alto que estamos
O abrigo ainda esta desprovido
Como numa toca
Na arquitetura industrializada
Do lazer, do trabalho e do entretenimento
Virtualizam a vida, repetição da mesmice
Escravizam...
Desmontam a teia e enquadra o ser

Me lembre que um dia não foi assim...

O índio numa maloca
Dividi sua casa com bichos, nichos e deuses
Na natureza tem seu alimento, lazer e sua cura
E seus filhos nunca se vão
Estão vivendo sempre no mesmo ninho
De amor, paz e fraternidade

Me lembre que um dia não foi assim...

E quem sabe
Recordo que o sol nunca parou de me iluminar
E me faça forte para as escolhas
De qual caminho seguir
E me tornarei também um ser iluminado. (índio negro, caboco)


Ras negRum
_________________________________
Não, não sei porque
Não sei umas horas estamos pensando em deriva
E as vezes até em nosso lar
Os tempo passa e um bom velho sábio descansa em paz
Plantando ao redor o amor
Os netos observando as boas escolhas
Escolhas sadias
Precisamos de boas escolhas
Um bom motivo que não seja a guerra
Mas noticias nos jornais, covardia, brigas entre amores
Não precisamos, naão precisamos
Não, não sei porque
Não sei porque as vezes estamos pensando em deriva
Se toda criança precisa erguer forte para o céu
Trilhar na vida
Subir a montanha e ver o horizonte
Trazer essa força pra dentro
união, o respeito, a compaixão
A intimidade de sair do mesmo ventre, ter um irmão
Antes seus pais, os ancestrais, as plantas e os animais
Navegando tudo junto na vida
Uma semente semeada regada em paz
Sempre se erguera para ao céu
E terá bons frutos
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Quando ao menos um sopro dos ventos no final da tarde
Como mensagem sutil vem com os tons de vermelho, laranja, púrpura
E fundi se ao azul angelical
Na mata bruta e selvagem o verde nos varios aspectos de uma só tonalidade
Vejo os gerais tão raso e cinza onde habita a fera mais temida no sertão
E virando um pouco a vista um sagrado pantanal junção de varias veias que correm
Tudo esta cravado, rodeados ou abraçados ao chapadão secular
Um micro-universo
Um arco-iris de nações berço dos 5 continentes
E quando bate o tambor
Sinto minhas raízes atravessar o mar e tocar o chão de lá
Arrepio na alma, ilusões me disseram que pode ser verdade
que importa as normalidades do triste livro de historia
Meu avo é o mito “Nego d’agua” nome ou apelido
sabe-se de Ruanda ou Angola/ Se é ketu ou se é male
Quem me disse isso ainda me diz muito mais
referendam informações genéticas
Ancestrais manifestados no agora
Quando sinto o trovão lembro do sopro do vento
que sopra frio e vem quando a chuva passa
fica só o ritmar dos tambores na fusão das lágrimas e da alegria
Velhos, jovens e crianças a mistura uma coisa só
Um micro-universo
No circulo da energia como uma chama
Que aquece aqui e em qualquer tempo
O tempo não inicio meio nem fim
O tempo não acaba
Ei sei que minha casa é aqui mais sei que aqui não é a minha morada
Vejo mata, os gerais, o pantanal abraçados ao chapadão secular
O tempo sempre se abre
E o céu mostra a cortina dos Deuses
Se pergunte aonde é o mar e onde é a ilha
Mas busque saber primariamente onde é sua praia



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Se mantenha firme
As coisas se firmam no intimo de cada povo
E certo e errado nem sempre vem ao caso
Somos humildes servos de mentes únicas
Só o tolo se prende as grades de informações errônea e massificada
Cegos ao ego não se sabe em quem bate nem de quem apanha
A vida não é inútil ela é bela e nasce no agora
E nesse instante se mantenha firme
Veja nas flores mesmo das ervas daninhas
Nota como elas aparece do nada e nunca está sozinha
E não se prenda nem aos espinhos
Sinta o cheiro e a magia pelo caminho
Vê aquela arvore
O seu tronco se divide e suas raízes são firmes
Sejais como ela
Você era filho, já sabe o que é ser pai
Um ancestral de informações vem antes e depois
As coisas se firmam no intimo de cada povo
E certo e errado nem sempre vem ao caso
A vida não é inútil ela é bela e nasce no agora
Ao raia do sol poente ou nascente

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GOSTARIA DE ESTÀ IMUNI AS COISAS ALHEIAS QUE AFETAM MEU ESPRITO
não sei qual è o meu caminho | nem para onde devo ir| penso que não nasci para ficar sozinho
sinto dor e ninguém pode diagnosticar| nem um médium
sou portador de necessidades especiais| no qual todos são| mais as pessoas tem quebrar esta couraça
não consigo olhar para o lado sem temer| todos são tão apavorante| descrente do amor e da justiça
e os filhos nascem bichados com defeciencias criadas neste plano| onde as novelas| as musicas| e as brincadeiras são de péssimo teor| meninas de ( anos já tem corpo de mulher| sendo observada e as vezes acariciadas por pessoas doentes que já começam pelos pais que lhe arruma roupas de indecentes. Adão e eva sei que ninguém foi espusso do paraíso e que a igreja seus padres e tudo mais è uma farsa das mais descarada| tudo para ele dizimo e riqueza para vocês somente a pobreza e fé
e onde os enfermos não deixa todo mundo tronco| o sistema escraviza e torna todo mundo igaul| e as farmácias lucram intupidas de remédios para tudo| esquizofreinias| febre| entre outros males que balia a doença mais nunca cura sem deixar um ou outro estragos os chamados efeitos colaterais|
e as pessoas que podiam gozar do bem estar na roça| comendo suas espeicias e legumes e outras coisas mais vieram para cidade se tornar loucos que correm doze horas por dia atrás de um salário mínimo| carregado de erporro onde o patrão nunca elogia o trabalho| vieram para cidade atraz de enfermos| atrás do “avanço tecnológico” e banal para quem sempre teve o conforto de estar perto dos pais| dos filhos| dos bichos do rio e de todas emanações divinas

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Eu vim de lá, descalço e sem rumo
Lembro dos irmãos pelo caminho
Correndo na escuridão
A serra, Os Gerais, A mata, Os pântanos e os índios
Todos os demais contra-tempo
Implacável no seu instinto de sobrevivência
Em poucos dias
Sumia neste mundo e como um espírito
Surgia um clarão no meio da mata
Em meio todas as dificuldades um homem planta sua morada
E do alto do morro se ergue igual como em África
Terra mãe de meu povo

Eu vim de lá, descalço e sem rumo
Lembro dos irmãos pelo caminho
Correndo na escuridão
No meio da mata Oxalá o abraçava
Diante da batalha o escravo não temia o soldado nem sua arma de fogo
Os rituais de massacre no navio negreiro
Praticados sobre seus entes queridos
Nas senzalas
Entusiasma sua assimilação para luta
Faz brotar o que hoje tem nome de capoeira
No mocambo resisti
Crianças, jovens e velhos de varias etnias
Ritualizando suas vidas na crença, no amor e na diversidade
Do alto do morro um homem se ergue
Igual como em África
Terra mãe de meu povo

Eu vim de lá, descalço e sem rumo
Lembro dos irmãos pelo caminho
E todos tiveram um caminho
Mas favela e Mocambo, manchão, senzala e prisão
Ate os porões ensinaram e ensinam a meu povo
Oh senhores da guerra justa
Que ainda ecoam dentro dos terreiros no pé da serra
Trovejando a mata inteira em tempos de jarê
Revelai o que ainda não foi dito
Me diz quem é nativo
Quem tem o pé na chapada e os parentes na Africa

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Sei que ando certo
Mesmo nas trilhas erradas da vida
Sinto o gosto, o rancor
Mas amenizo com “um bom dia!”

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A essência das coisas é amor
E amor é incondicional
Sem rédeas, nem prisão, como borboletas
Livres pra voar

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A vida pode ser um sonho
Realidade ou uma simples ilusão

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Quando as coisas me puxam
Como se eu fosse objeto
De um complexo jogo
O que chamaria de uma vida
E eu as mudo, numa cegueira
Apenas seguia
Que a vida me leve no sopro do vento
Junto com as flores da primavera

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MESMO QUE SEM SENTIDO
ANDO PERCEBENDO AS COISAS QUE FAÇO
AS REALIZAÇÕES| BENFEITORIAS E FRACASSOS
EM LINHA RETA RUMO AO CAMINHO DA SABEDORIA DAS COISAS
ENTRE A NATUREZA| ESTRELAS CADENTES E FANTASIAS
A MULTIPLICIDADE DE QUESTÕES APROXIMADAS
QUE FICAM LONGE DAS MATEMATICAS ATUAIS
ANDO ALIMENTANDO E ESPERIMENTADO CADA SABOR
QUE O TEMPO EM TEMPO PODE ME PROPORCIONAR
ENTENDENDO TUDO ISSO
E MESMO QUE POR UM SENTIDO
CONSCIENTE E DEMENTE
VIVO
DIANTE DE FATOS, CASOS E ACASOS
DA VIDA

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meu povo por si proprio fala com exprssão
Do corpo, da voz, da simplicidade de ser
esta união de informação assimiladas
em um contexto historico, simbolico e natural
é a expressão da vida, um ato de cultura ativa

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Vejo que o presente é complexo
Que nem sempre eu sei o obvio ou fecho os olhos
Minha mãe falou, meu pai me disse
mas talvez mentisse
Ou eu quero agora tornar- me inútil
A razão nem sempre tem lado
Brasileiro anda pra frente mais ta de lado
Na distancia das desigualdades
Meu passado foi firmado e difícil
Eu como um herói não quis isso
E se quer saber nem queria de mais
O sonho é belo e severo com o destino
Desde menino ciente errei
Pequei como eles diziam mais meu coração era bom
Como tão pequeno era meu sonho
O presente é complexo e quando criança só ele existe
Não vejo o tempo parar
Mas será verdade que ele não para
Existem verdades que não são tão exatas
Minha simples presença no tempo
É tão vagamente lembrada num lugar onde muitos nascem e morrem
Mas me sinto único, mesmo sabendo o tamanho da nossa vasta espécie

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Peço desculpas pelas lagrimas
Não tinha essa intensao
O amor também machuca quando não entendido
A distancia das etnias e dos valores banais do material
Faz o acaso morrer de solidão
E so fiquei a sua espera e nos sonhos presos
Porque Te amo
Vidinha minha!
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O sol nunca parou de nos iluminar
E porque não acordar e andar
Nossas cabeças pensam girando todo este planeta navegante
E não para, por que será que mesmo dormindo
não para

Por que será que mais alto voamos
Ainda derrubamos arvores milenares
Aniquilando informação
Um manto de proteção o pulmão da nossa essência
Ameaçamos os bichos nas poucas matas
Desrespeitando a sabedoria da existência
De uma mensagem verdadeira

E nós
Como caçadores, predador máximo
Nos aprisionamos em ameaça na praça, na escola, dentro de casa
Com medo da vida

Me lembre que um dia não foi assim...

Vejo a chuva que continua a cair os trovoes e raios
Abençoai-vos
O Arco-iris, a vida que alegra os riachos
Ribeirão e remansos

Ao lado nossas casas se entrelaçam, sobem o céu
E por mais baixo ou alto que estamos
O abrigo ainda esta desprovido
Como numa toca
Na arquitetura industrializada
Do lazer, do trabalho e do entretenimento
Virtualizam a vida, repetição da mesmice
Escravizam...
Desmontam a teia e enquadra o ser

Me lembre que um dia não foi assim...

O índio numa maloca
Dividi sua casa com bichos, nichos e deuses
Na natureza tem seu alimento, lazer e sua cura
E seus filhos nunca se vão
Estão vivendo sempre no mesmo ninho
De amor, paz e fraternidade

Me lembre que um dia não foi assim...

E quem sabe
Recordo que o sol nunca parou de me iluminar
E me faça forte para as escolhas
De qual caminho seguir
E me tornarei também um ser iluminado. (índio negro, caboco)

Ras negRum
_________________________________
Esqueça o perdão e não viva as lagrimas
Mas não se entregue ainda que seja feita a tocalha
Não deixe que vista com sua cara
Eles vem do mar de ilusão e traz isto pra seu meio
no radio comercial e nas tvs mercantilistas
há um navio aportado na praia
um novo feitor
Não cansam de mostrar uma real induzida pra banalidade
não se contenta em humilhar quer maltratar mais e mais
Violência e pornografia no horário nobre é o que se vê
Aliena as crianças de sentimento puro
que se transformam em um jovem cego de ego
Preso nas muralhas que foram erguidas

Definiram os limites levantaram uma cerca no meu quintal
Que consciência dito para meu povo
As correntes marcam o pouco que sobrou
E as grades dão semelhança ao tempo que é o mesmo
Mas os mocambos não cansou não morreu
Os tambores ainda vibram em alguma mata ou morro
escondido atrás a sombra de um santo
De resto surgi um alimento que sempre foi farto
Chão de barro, madeira e palha é meu barraco
Na baixa em encosta ou no alto das favelas
Palmares visa uma outra realidade
Esqueça o perdão e as lagrimas
Levante e lute
nunca se entregue ainda que seja feita a tocalha
o mal veste com sua cara e leva o mar de ilusão pra seu meio
todos dissimulados negam a um povo sua pátria
escondi a historia e a força de seu ancestral
um novo mundo nascerá e faço parte dele
carrego marcas e mistura do sangue e do suor
mas nunca o rancor
sei da trindade pai e filho um dia virão a acordar
e o leão estará no seu devido lugar
Sentado numa pedra ao ar fresco da savana
não precisando mais lutar para alcançar sua liberdade

Os tambores vibram e os caboclos ainda vem nos visitar
E em tempos trará o que falta aos cegos e aos opressores
Esqueça o perdão e as lagrimas
Levante e lute se revele um zumbi
Palmares visa uma outra realidade
Vibre o amor e a redenção
Os tambores tocam e os caboclos dançam
Ritmicamente como uma criança
O espelho de um tempo que se desvendará
Em um jovem velho e um novo espírito
premanecerar
_________________________________
Nem sei se é certo
Mas prefiro provar
Do doce pecado
Que ter medo do inferno
_________________________________




Vejo-o no silêncio
Um universo de fantasias
Cores, seres e possibilidades
Rabiscos
Traços do que virá
Risos, gritos
Palavras que não tem nexos
Com a comunicação ou apenas
Murmúrios
Noto claramente a existência de
Outros mundos
O processo energético da
Transformação
Respirando arte e
suspiramdo cultura
Para uma outra atmosfera
_________________________________




Obrigado meu pai pelo poder da escolha e o saber
Se as flores irão perfumar o meu jardim
Ou se correrei em seu campo e colherei em suas matas
Nadar-se-ei ou remarei em suas águas ao luar ou trovejar
Lembrarei dos ensinamentos de meu pai e serei como minha avô
Com sol ou não será sempre um bom dia
Existirá energia para o trabalho

Encantar-me-ei pelo cantar do galo e dos pássaros na manhã
Não importa a estação estarei pronto ao seu serviço

Obrigado pai
Pelo meu filho, ou melhor, pelos meus filhos (a)
A experiência de ser criador e cria do meu rebanho
Como as estrelas no céu
Como fruto nativo em época de colheita na terra fértil

Obrigado pelo poder da escolha e o saber
Regarei, semearei e serei farto
Como arvore que aponta suas raízes e firma um lençol fluvial
Sei quem sou
Obrigado
Pai
Mãe terra
E todos os seres inanimados que nutrem a minha mente

Obrigado(a)


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Nasci aqui, sigo para onde fica a montanha
perto do silêncio que habita a sabedoria
Vou aprender a trilhar a minha vida
E aprender a ser natural como as coisas são
Experimentando e sonhando ser livre
E se eu me pegar vagando nas asas de uma borboleta
Vendo de perto o arco-íris sorrir
Tudo bem para min
Quero fazer dessa ilusão (milhares) um ninho de amor
Ser o que me torna indiferente
E aprender vendo os bichos, os nichos
Sei que todo homem tem seu caminho e tem sua missão
Mas diante da cascata da cachoeira
Ou na beira do rio e nas margens vendo a mata
Eu quero sentir a vibração, a energia
Escutar os assobios dos pássaros
sentir O tom do entardecer, o brilho alucinante do luar
Diante da montanha com o silencio do rio
Nasci aqui, sei onde fica a montanha
Perto do silêncio que habita a sabedoria
Onde nasce a vida e a magia no ar





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O sistema tenta oprimir e coloca meu povo com as mãos na parede
E você irmão não vai revidar

Somos trabalhadores, pastores que toca seu rebanho
Cansei de ficar sozinho na multidão quando toca a sirene
O coronelismo, o capitalismo e a ditadura eficaz
Nos dias atuais é a choque
Ninguém sai, alguns dormem mais cedo
E ninguém sai
Em tempos e tempo meu povo fraquejou e hoje joga a esmo
Parece se render
São os poucos que permanecem na luta
O sistema ganhou força
E toda vida mentiu sobre quem somos

Humilha a nos negros
Negam um futuro promissor e uma vida de paz
Criam Cota na Universidade, nos programas de TVs e nas empresas
Pra uns poucos e os outros 90% recuados as encostas e morros
Dentro da detenção atrofia os irmãos
Na contra regra estou, mas quando o tempo fecha
Já sabe porrada na nunca do nego
Uns viu outros relatam, mas o sistema nega os fatos
Coloca meu povo com as mãos na parede
De frente já estive muitas vezes
Agredido moralmente na frente da multidão
Mas não escondo somos anciãos, pastores que toca seu rebanho
Não me corrompi e mesmo assim não passo na batida
Para somar nas estatísticas vou parar no fim da fila da aposentadoria, do hospital e da justiça
Não me corrompi e o sistema me oprimi

Sei o que sou capaz contra esta babilônia em chamas
Onde o velho cai na rua sem amparo e jovens são acorrentados
Legado e marcas de meu passado ou diria presente
E você não vai revidar irmão
Não?!

Meu verbo assina todo este relato onde os fatos não é caso
E muito menos acaso
Os tolos ouvem e fecham a boca sem questionamento
Os entendido sentem o espírito e compartilham a energia, o axé
Os caboclos da mata vibram com o toque do tambor
E a ginga cresce ao som do berimbau
Como negar isto
É o mesmo que negar quem tu és
É o mesmo que negar o que eu sou
Não é por revolta não tenho raiva
Mas tenho minha afirmação do que sou
Sei que o sistema oprimi, que a justiça (de jah ancião de judha não) tarda
(ela atravessou o mar)
Mas sei quem é meu povo e não faço parte de encenação

Salve Dom Obá filho desta terra
Zumbi, O vei Manel e o veim, Dona Bita, Dona Rosa e vêa Bolim
Meus traços diz quem sou e da onde sou
Sou daqui um caboquim e meu espírito é de lá
Sou de África (Terra mãe de meu povo)



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A vida é um movimento e venho na ginga de capoeira
Faço rap um instrumento de liberdade e pra libertação eu mando um Salve/
Meu ancestral carrego comigo/ sujeito guerreiro leão gladiador que não se redeu as correntes/ mais um linha de frente
liberdade e libertação ainda não se deu e como todo capoeira que deveria usar sua ginga e sua voz rap o que faço pois sei muitos capoeiristas morreram na luta pra que hoje o negro mantenha sua ancestralidade eu mando um salve ao amigo Lua é nois na humildade
e no terreiro do candomblé com muito axé
um capoeira defende seus ancestrais
a energia o DEUS


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Não adianta vendar meus olhos
O que sinto tem centenas de anos
Adaptei uma courassa
E por mais que voce me faça
Não sou menos que voce
Sou bem capaz
Não me reprima em meu atos
Pois tudo que faço
Vem com um fardo
Lamentos e lembranças tristes
Sangue foi derramado
Sonhos decapitados
Suor sacrificado
Sem compaixão
Não nego
Mesmo que meu ego fique a frente
Posso ainda ser diferente
Encontrar amor e amar essa gente
Senhores e capitães do mato
Feche as prisões
Marcas da senzala e do navio negreiro
Pois este negro tem a alforria
Para mente fria
Que vocês tanto auto-cria
Para ser um monstro
Não adianta vendar meus olhos
O que sou tem centenas de anos
e por isso me posto contrario
por mais que você me faça
Não sou mais nem menos que você
_________________________________
Sobre a construção do novo mundo
Devemos nos preocupar com o mundo velho


_________________________________
Entre arte
Faça parte
Venha brincar
De tudo ou de nada
Comece que eu posso terminar
Rabisque
Risque
Lambuze
Arisque
Vamos ver no que vai dar
Com imaginação de criança
A energia se emergirá
Criará
Um novo olhar
Sobre tudo e todos
Fecundando a palavra
AMAR


_________________________________
Se estou longe me procura
Se estou perto não me quer
Sentiu prazer em rasgar os versos
Que tomou uma noite de sono
Linda e maravilhosa
Ou um monstro adormecido
Quem sabe um anjo caído
Que perturba minha paz
De hoje em diante morrerá
Ficará para trás
Eternamente nos velhos rabiscos



_________________________________
Busquei e tentei racionar
Parei antes de começar
Ser racional é pior
Como pedra descançei em paz
Em qualquer outro lugar
Atualmente quero ser fogo
Terra, vento, água
Menos um ser racional
Capaz de amar, odiar
Tocar, sentir
Nada contra este sentimentos
Mais no momento
Estou sem sentimento
E sentido
sentindo tudo que vejo
como um cosmo de luz

_________________________________
Fui capaz
Olhei para trás
Nem sei o que vi
Mais foi lindo
Bom é esquecer
Para que de novo
Possa me alegrar ao ver

_________________________________
Os loucos pelas ruas
Como crianças sem futuro
No escuro lado da vida
Inocentes ou talvez não
Entre as ditas normais
Vagam
Dia e noite
No claro e na escuridão
Sofrendo sorrindo
Chorando alegre
Falando calado
Mesmo aos estragos
Nem sempre é notado
Soberbas humanas
Quem sabe relho mortal
Na ilusão de ser de criança
Os loucos seguem pelas ruas

_________________________________

Os olhares que passam deixam rastros
Gostinho de segredo
As vezes medo
Vontade de ser
Reto, humilde
Percebido
Notado ou não
Pervertido ou simplesmente discreto
Olhares vem e vão
Como o por do sol
Ou o nascer do dia
As vezes alegres
As vezes tristes
Mais sempre veja e arrisque
conhece-los

_________________________________
não existe nada que se torne real
Quando o seu amor você me negou
As palavras que me atirou
Ditados antigos
Que já não usam mais
Esnobe
Menina ou mulher
Me diz ser
O que você é

_________________________________
Descendo a ladeira
Entre um gole e outro
Tombou na rua das Pedras
Jogado na calçada
O sol batendo na cara
Todos passando
Dando risada
E como cachorro
Latindo, pedindo socorro
Todo dia o dia todo
Corpo forte como um orixá
Mente fraca de tanto se embriagar
Garimpeiros
Herança perdida
Tempos de diamante
Na Chapada Diamantina
Garimpeiros honestos
Que hoje não pode garimpar
Faz parte do cascalho sujo da sociedade
Que ainda pode brilhar
Como os tantos diamante costumados a pegar
____________________________________________
Rebelde, menina ou ainda quase mulher
Mesmo falando nunca se sabe ao certo o que você quer
Grande és, como a imensidão do mar
Me perco e Vejo miragem
Perdido em seus Olhos de gueixa
Que deixa muitas mensagens sutis pelo ar
Em contraste com um sorriso
Difuso
Que brilha e ilumina
Intrépida e algoz, és valente
Rebelde, menina ou ainda uma quase mulher!
 ________________________________________
Meiga e cheia de perfume
Você de todo o meu jardim

É a flor mais linda!
_________________________________
A distancia diminui nos sonhos
E então somos iguais
Imortais

_________________________________
Sou negrum
Como milhares de vocês
Descendo de milhares de negros vindos da África
Uma nação forte que hoje esta fraca
Negrum
Um no meio de milhares, numa favela de bilhões
Somos um quilombo se juntássemos a periferia
Então pergunto quem é a ferida
Qual a saída
Os negros lutam contra esmo na vida
Escravos da menor parcela do que chamamos de sociedade
Pense se todos estes oprimidos que é a maior parte resolvessem se transformar
Pedir indenização
Ainda sinto o tambor do jaré bater forte
E penso que quem sabe com sorte
2 ou 3 de vocês compreenderão
que somos cultivadores dessa situação

_________________________________
Seus olhos negros
dizendo palavras complexas para um olhar
Sentimento precedido de pesar
Sua boca me chamando
nem fala mais me passa o recado
Diz que é pecado o amor
Quando não é amado
Seu jeito feiticeiro
meio misterioso
De repente direciona
Sua magia no ar
Tenho o antídoto
Não vou me entregar
Sei o sabor e o dessabor
De te amar
Hoje meu coração é neutro
Carrega ego e desprezo
Mas não tem jeito
Sinto no fundo do peito o gosto do beijo
Que veio a me despertar
o sentido de amar

_________________________________
Desculpe amiga
Sei que o dia está lindo e sol chama para cachoeira
Mais hoje meu sentimento está nublado
Quero ficar intocado como um canibal
Animal da atual sociedade
aparentemente na normalidade

_________________________________
...A sensibilidade do ser racional do século XXI é cheia de meticulosidade tão quanto seus sonhos....
Senti tudo ficar azul como o ceu
Viajei entre universos
Minha nave de marte anda sozinha
e Na briza
A natureza da terra
É bem mais legal!!
_________________________________
Flores no sertão de incerteza
Alagados nos lamentos
Formarão,
o jardim das armadilhas
Seres estão crescendo, lamentando por vida
Sendo uma ferida,
acrescida de terror e humilhação
Valores se perdem, como o dia vira noite
Vampiros sedentos e afoitos
Alistam meninos
errantes ou não
mendigos, orfão da humanidade
com tristeza e redenção
senti realidade ser bem mais forte que ficção

_________________________________
A natureza do homem
É como o tempo
Dependendo do dia
O sol sair raiando
Mais o clima fica nublado
_________________________________
Apenas um só
A multidão aflita
Sabendo também
Que ele também
Aflito
Procurava
Apreensivo por um socorro
Disposto ou não
na multidão
colocou as vontade na frente
pensou em resistir
Depois
A todo momento sentiu
Que a multidão cresceu
E repercutiu

_________________________________
Vejo, Sr., mudanças
Não somos os mesmos
Acho que estamos com medo
Sabe, Sr., devemos repensar
Pergunto Sr.
Por quem olhar
Somos canibais
Na selva de concreto
Nocivos e auto corrosivos
Me diz Sr.
Qual o caminho ando sozinho
Sou um fraco de mente meticulosa
Planejo o meu fim
Pelo que sou
Desculpe Sr.
Homem primata

_________________________________
Iludido
Quem
Sabe
Estou
Indo
Veja
A
Vida
Sinta
A
Vida
Seja
A
Vida
E
Por
Favor
Viva
A
Vida
_________________________________
Nojo de min
Não
Orgulho de ser negão

_________________________________
Para min
As cores que representam a vida
É cinza
Cor de toda transformação
A canção que emociona
Vem da ilusão
Canção de redenção
A flor mais bela
Não dar espinhos
Minha mãe
Sentimento triste
Perda de um filho
Lamentos
só alguns
Dos Meus sentimentos

_________________________________
Revolta no olhar,
Ao me ver chegar
Triste lembrar
Pior é saber
Ignorante ou não
Senti o quanto é
Ser diferente
Não ter
Talvez precisar ser
Um tanto firme
Lembrar do regime
Correr do filme
Que de todas formas
Históricas
reais
Cinematográficas ou não
Dói ao ver a reprise
_________________________________
Sou eu capaz de me libertar
Ou serei sempre escravo
De min mesmo
Ou de todos
Do meu quilombo
Meu sonho
Minha senzala
Tumultuada,
Apertada
Refém
Da pátria amada
Senhorzinho nenhum
Terá poder sobre min
Sobre meus filhos
Nem dos frutos da terra
Por min plantada
Meu sangue não vai correr em vão
Mas, se preciso
Não sobrará uma gota
Gritou não como D. Pedro
Mas como um negro livre do preconceito
Liberdade ou morte
Penso se serei capaz de me libertar
Ou serei sempre escravo
Triste é saber que sozinho não criarei quilombo nenhum
Triste é saber que as correntes hoje estão na mente
Triste é saber
Hoje não queremos mais a liberdade
Penso se somos capaz de ser livre
Ou seremos sempre escravo
Escravos de nos mesmos
E a esmo

_________________________________

Minha vida por um fio e eu aqui pesando nela
Na janela o sol não brilhou o tempo fechou
Meus livros não falam a real e a ficção não mais me comove
A tv me aprisiona com coisas cafona e banais
O tempo parou ou estacionei no fim da linha
Minha família me ama pelo dever de amar seu próprio sangue
Tudo que tenho neste mundo das coisas não é meu
Cada pessoa um mundo então de que mundo eu sou
Refletir não me trará solução
Insanidade ou indiferença
Nem sei fecharei a janela
adormecerei minha sanidade
hoje não quero
pelo menos espero
busco
mas nada
O tempo todo
Minha vida por um fio e eu aqui pesando nela

_________________________________

Pensei um segundo
Iludido neste mundo
Mas entendi
É uma selva sim
Mas você não precisa ser caçador
A natureza é sabia
Naturalmente a vida se salva
Ou remotamente se transforma
Lagrimas de sol
Forças ocultas
A energia existe
Está firme

_________________________________
Eu queria chegar a perfeição,
Ao ápice,
O apogeu,
O ponto culminante da minha vida
E ter o direito de sonhar
Sem a preocupação de buscar realizar
e Sentir o gosto novamente de ser criança

_________________________________

É necessário provar do néctar
Do néctar chamado experimentar
A vida é assim
Tudo nasce e a flora ou não
La fora há vida
Gás e oxigênio
Liberdade
Não por repressão ou por revolução
Mas por consciência

Prove do néctar
Tenha amor por você
E experimente a sensação
Deixar de vagar
E realmente existir
Zênite (perfeição, ápice, o ponto culminante, apogeu )
A minha nação

_________________________________
Escuro
Sim
Claro
Também
Porque
Cor
Não
Vida
Claro
Ou
Escuro
vive

Não
quero
Hipocresia
Desrespeito
Cinismo
Abandono
Eu
preciso
Crer
Porque
Sinto
Isto
Repercuti
Negativo
Não
Quero
Eu
Preciso
Saber
Amor
ou
Poesia
Ou
Poesia
Ou
amor

_________________________________

A noite caindo
O clima mudando
As pessoas
Os ruídos
As luzes
Sinto a energia artificial
Se transformar e chocar com a luar
_________________________________
....Nunca resista
Porem nunca desista
Tudo em seu momento
Respeito o meu momento
Se eu desistir de resistir
Por favor
Ajude-me a continuar
Resistindo....

_________________________________
Pensar que podemos nunca foi o limite
Vejo a andorinha se aproximando ainda no verão
Trazendo a chuva
Otimismo,
Crença,
Sabedoria,
Quem sabe

_________________________________
Diante de todos os meus problemas
Cair na hipocrisia de esquece-los
Buscar, e tentar aprisiona-los
Não consegui
Mas, fiquei pálido com os outros que eu vi
E imagine um negro pálido
Foi real
Percebi que os problemas não são meus
Era do vizinho, do tio e até de minha sobrinha
Aí me colocaram na posição de psicólogo
Fiquei inerte e imotivado porque buscava resolver os problemas meus
Então pensei, ah! deve ser assim
O doutor sabe tudo que fuma mais cigarro que respira oxigênio
Sempre se achando um gênio
Se enchendo e enchendo tudo de pergunta
Que no final sempre termina com a primeira
Desistir enquanto pude
Lembrei da pessoa ‘normal’ que era
Coloquei um bermudão e fui ao rio
Banhar meus pensamentos de águas puras
Cheguei, olhei e me decepcionei
Muito lixo e fanfarrões
Discuti e decidir subir mais o leito do rio
Encontrei paz, mas, não tive coragem de ficar
Achei que meu ego tinha sido ofendido
Tudo acabando por problemas complexos que começam simples
Então vou ficar cego e que fique tudo fudido
Tudo e todos
Porque eu não consigo
Lagrimas não tenho mais
Força, para enfrentar tudo ou todos não sou capaz
Deus!
Acho que agora eu apelei
Mas aí desistir de tudo quando lembrei
ESTÃOS TODOS EM GUERRA
_________________________________
Quando a noite chega
Traz um brilho diferente
tranqüilidade para gente
Descansa a mente ao ver estrelas
No céu como vaga-lumes
Uma foguerra
Calor humano
É isto
Deus existe
O tempo é o dia ou a noite
momento alegres e momentos tristes
Tudo muda
O clima
As marcas
A cor
O astral
Natural
Prazeroso saber que
Bom é viver

_________________________________
Estava no Grisante, outrora no tempo
De cima para baixo
vi tanta beleza que fechei meus olhos
cartões postais que podem remotamente trazer historias
pessoas que ficaram na memória
verde para todos os lados que olhei
vindo de lá tomei banho no rio que deu nome a cidade
cortando-a ao meio como o sangue numa veia humana
vi igrejas, casas, casebres e casarões
momentos sentir está em um caldeirão
para todos os lados morros
que não me deixam ver a imensidão
vi lavadeiras como na antiga do rio tirar o seu sustento
vi muitas coisas mas meu papel não cabia.....
_________________________________
Entre a vela e a escuridão
Ao redor da solidão
A reza
Preces por novos tempos
Na terra
Nas mãos e no rosto marcas
Rugas, desgosto e tristeza
Em sua volta as paredes
De enchimento
Pau, cipó e barro
]e o que trago
Marcas de fé e devoção
No silencio dos grilos
A noite em certeza
Com o brilho das estrelas
Trazendo o ar de magia e beleza
Na luz da vela
Reluz pele negra
Em um sincretismo religioso
Um santo de barro e o orixa no quadro

_________________________________
Entre a serra do Sincorá
Quase que em um buraco
Veja, beleza sem igual
rasga a cidade ao meio
O rio que lhe deu nome
Garimpado, poluído, surrado
Parece que foi deixado de lado
Tanto tem
Como teve importância
Chacoalhado
Do berço até a ultima ponta
Por homens, menino, mulher
Não era só fé
Diamante
Ilusão de uma vida melhor
Muitos querendo a liberdade
Voltar para os braços
De quem ficou na saudade
Filhos, amigos, mulher
Tantos foi os que morreram
Na saudade
Na ganância
No desespero
Na esperança
De um dia melhor
Diamante e sangue
Amor e suor
Não vi a ascensão
Mas onde piso já foi garimpado
Tanta riqueza explorada
Derrubado, transformado
Uma parte do que era ostentado
Hoje esta na praça
Casas, casebres, casarão
Do relho garimpeiro ao senhor barão
Historias remotas
De mortas e vidas severinas
Do poder e da servidão
Um cristal ou melhor
Oásis no meio do sertão
As águas do rio Lençóis
Lavou e ainda hoje enxágua
O brilho do sonho
Que de perto é fosco
E de longe é ilusão
Nossas matas
Hoje é cinza
Ontem tinha arvore
Hoje espinhos e capim
Os animais que antes tinha ali
Foram empurrados mais para lá
Lá onde
O que sobrou
Nem cascavel, nem cutia
Só uma cerca vazia
formigueiros
capim e espinhos
Ah!
A cachoeira secou
E as pedras que foi só o que restou
O dono do lugar também as arrancou
Ah!
O verde escuro da mata
Hoje se confunde com o cinza
Mais só quando chove
Porque na seca é só espinho
A Bandeira Brasileira para min não tem mais sentido
Só o amarelo que é do ouro
Ou do fogo da mata derrubada ou queimada
Enchentes inesperadas
Secas prolongadas
É a mãe de todas as raças
Suplicando
Dizendo que está fraca
E que quando não aguentar mais vai eliminar a praga
_________________________________
Em um dia destes, em que você quer ficar sozinho. Fui para a praça do Alto da Estrela onde tem o cruzeiro.
Fiquei observando o brilho das estrelas, não era uma noite tão escura mas, no ponto eu que eu estava as estrelas se faziam presente naquele imenso céu.
Distanciei todos meus pensamentos e euforia dos problemas que me atormentava e as estrelas era só o que eu observava. Parecia que elas conversavam entre si, voltei meu olhar para a estrela mais apagada naquele momento, ela parecia se esforçar para mostrar que também era bela. Ela estava localizada abaixo do cruzeiro do sul. Estava fazendo frio e decidir ir embora, pois notei que fazia horas que estava ali, derrepente o tempo fechou e no meio de milhares de estrelas qual estrela restou no céu qual delas persistia em aparecer e brilhar
Passou alguém e me chamou, fui embora e também minha euforia para com os meus problemas. No outro dia voltei ao mesmo lugar e o brilho daquela estrela disputava entre as outras.
Eu pensei estava um tempo ruim para ela aparecer ou ela simplesmente estava nascendo ou fazendo com que eu prestasse atenção nela Também não sei, mais minha euforia tinha se dispersado.
_________________________________
Vejo espinho que nasce
Da flor
No deserto árido da solidão
Entre o carma e a euforia
Ventania e calmaria
A beleza nasceu no sertão
Distante dos olhos do mundo
Fixado numa pedra
Em um mar de incerteza
Nasce
Beleza e leveza em meio a aspereza
Da poeira do sertão
Nasce onde chuva serena
Tem novenas que passou
A escassez transborda e sobra
O sol escalda de dia e a lua congela de noite
A pequena
branca
E estranha beleza
Que nasce onde tristeza e fé
Transborda na falta de água
_________________________________
Eu queria morar
Onde tudo era feito do nada
Onde tinha todas as coisas que não existem
Onde o vazio enchesse a existência do ser humano
Eu queria morar onde tudo era completamente silencioso
E prazeroso
Como deitar na rede e ver o tempo passar
Morar onde a vaidade não existisse
Nem a tristeza do próximo
Morar
Onde os problemas existisse
Também a solução
Tanto como o frio e um quente coberto
O calor quente da tarde e o bano do rio
Morar
Onde ninguém ditasse regras
E todos vivessem livres
Para sonhar ou ter seus pesadelos
Morar
Tão perto da distância
Do preconceito
Eu ser preto,
Amarelo
Branco
Azul
Vermelho
Ou incolor
Morar
Onde o amor
Embebedasse de amor
E o pecado fosse abolido
Morar
Onde a felicidade era a única coisa
Que tinha ordem
Que fosse lei
Religião
morar
Nem que fosse
Numa fração de segundo
Em lugar chamado utopia ou ilusão

_________________________________
Descalço
Palhaço de terno
O dia é noite
E sombrio
É achar que tudo é aparelho
Também vejo
As matas, os rios
Perder lugar para o vazio
Quem é de quem
O ar, a fumaça
O quintal, as grades
Que parte
Não mesmo
Este lixo não é meu
Quem passou por aqui

É palhaço
As coisas já não tem graça
Nem o papo
No fim de tarde na praça
O riso sem graça
Será que paga as lagrimas
Flores murchas no jardim
Com espinhos e sem cheiro
O picadeiro está cheio
Mais o show precisa acabar
Tudo é artificial
E eu nem sou real
É palhaço de terno
Mesmo sem terno
Sua face é de medo
Pelo tempo que mudou
E está na mesma
Seca e tempestade
Enchente e deserto
Palhaço de terno
Quero ver o verde das matas
As frutas no pomar
Brincar e ver as flores nos jardins
O problema
Palhaço de terno
É que ainda nem nasci
Mais por favor cuide disso para min
_________________________________
Tu não, não mesmo
Algo sem referência
A moda que não existiu
Como o tempo que ainda não passou
Zumbi de si mesma entre a luz na escuridão
Fé,
Que o dia e a noite tem a importância
Quem sabe como criança
Aproveitar o tempo
E cair
Cair em profundo sono
Em belos sonhos
Eternizando a alegria
Eu e o mundo
Em um segundo
Atrás, capaz, sagaz
E nada...
O amor, a paz, a amizade e respeito
Do preto, do branco, do amarelo, do índio
Da senzala para mata
Me diz gente
Para que os inocentes
Deixem de ser
Para se tornar
Tão simples como respirar
Não é sentir o ar
Senti uma vez
A noite caindo
O rio Mandaçaia
Aquelas matas
Eu e o tempo
O sopro do vento
E o cair da noite
Bem que eu queria
Que isto fosse alegria
Quem sabe ilusão
Então
Surrealismo
Quero minha parte
Sair desta face
Quem sabe outro espaço
Ver o céu
Ou fazer parte dele
Buscar no ser
mas, eternamente
A vida passa
Perde quem ver
O tempo passando
E não senti a boa vibração
a emanação

_________________________________

Numa noite de inverno
Me vi crucificado a espera de uma cruz
Suei, sentir meu sangue sendo sugado
A gota era de lagrima e ainda nem foi derramada
A solidão foi negado
O que ficou foi um fardo
De eterno ou passado
Como o sono tribal de pesadelos acordados
um leão adormecido como,
a calma de um bebe dormindo
Sinto que sou daqui mais acho que também sou de lá
Quem sabe Budha ou Alá
Oxalá
Sinto que o tempo parou
Pelo amor
Santa guerra por paz
Que não traz sossego
Sou o apredejo
Do ateu
Mais sou um pouco menos hipocrita
Do que os representantes de Deus
Sou tenho certeza
a casa de reza
de Dona Tereza
não tenho pressa e sim certeza
onde eu for ela me leva
o seu endereço é meu coração

_________________________________

sendo amor
sendo crianças
sendo mais um dia de esperança
sendo meus passos...
sendo cultura
sendo natureza
sendo fé
sendo sangue que já foi derramado
sendo corrente
sendo o que faço
sendo os gritos calados
sendo mais um
sendo quem já nasce culpado
sendo lagrimas
sendo lamentos
sendo sofrimento
sendo mais um dia
sendo minha euforia
Crucifiquem
Minha cor
Minha razão
Meu povo
Minha memória
Minha historia
Minha nação
Yorubá ou não
Por tudo e mais...
Sendo, sem discriminação!
_________________________________
Pelo amor
Pelas crianças
Por mais um dia de esperança
Respeitem meus passos...
Pela cultura
Pela natureza
Pela fé
Pelo sangue que já foi derramado
Pela corrente
Pelo que faço
Pelos gritos calados
Por mais um
De quem já nasce culpado
Pelas lagrimas
Pelos lamentos
Pelo sofrimento
De mais um dia
Por minha euforia
Crucifiquem
Minha cor
Minha razão
Meu povo
Minha memória
Minha historia
Minha nação
Yorubá ou não
Por tudo e mais...
Porem sem discriminação...
Com o que temos vivemos
Respeito é respeito
_________________________________
Cavalguei no tempo
De carona com o vento
Desfazendo a historia
Numa retórica
Voltei a ser criança
Lembrei do mais puro amor
viajei naquelas imaginações
era rei, era vilão, era tudo que queria ser
sonhei que o real podia ser relativo
e o irreal era como dormir acordado
numa fabula criada por gente grande
onde os pequenos são manipulados
então acabei de novo onde estou
preso entre as grades que colocam na mente
a realidade
solitário Cavalguei de novo no tempo
desta vez de carona num livro
relendo a historia
vendo como podemos
contar um mesmo conto
de vários modos
vendo como escrevemos
paginas arrancadas dos livros
verdades que se formam
aprisionando-nos
limitando
transformando-nos em seres fracos
incapazes de sonhar
nas mais pequenas e loucas imaginações
que flui de nos e que nos refaz
sentir que podemos....
ou melhor que somos
e seremos, iluminados

negrum (anjo periferico)


Dentro do pelotão eu e meu exercito
dos cantos e dos morros
ao som do atabaque
 ao som de berimbau, barulho de facão e pedaço de pão
capoeira maculelê arte marcial espiritual
Aqui mais um indionagô
quilombola de serra do sincorá que não se acorrentou



É preciso se desarmar
Ser o melhor pra si mesmo
encontre um bom lugar
uma alternativa
é o modo como vai se posicionar
 torto inquieto, calmo ou ereto
viva sua vida
fique atento e sempre esperto
não se incomode com o que as pessoas vão dizer
elas transformam até o sentindo da palavra amar e se corrompem
Pessoas desacreditadas cansadas da vida que tem que levar
desacreditadas podem lhe testar, acredite vão lhe testar!

Munidas de violência, ignorância  cegas da própria fraqueza

Rotineiramente alienada navegando no seu mundo material  

Negr1 ft. Marreco_ jam session Eco Viva

https://m.youtube.com/watch?t=37s&v=CgaPuGC_aAQ Otus   tempos....